No sábado. à tarde, cerca das cinco horas, dei uma caminhada pelo lugar do Sol. Vi perdizes e coelhos, vi pássaros e muitas flores.

 

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 A cerca de 90 metros, eu observo o coelho bravo e ele observa-me a mim

 

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 As borboletas desse tipo eram muitas sobre essas flores azuis

 

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O pintarroxo espreita-me no alcatrão junto ao chafariz

 

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Este erá uma espécie de pardal. Esta foto foi tirada contra-sol mas, a zona do papo é esverdeada. Tirei-lhe várias fotos nesta posição e outras à sombra entre as ramas de um pinheiro. Creio que foi a primeira ave destas que eu vi e identifico como uma ave estranha por cá.

 

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Esta é a mesma ave anterior, à sombra das ramas dos pinheiros, onde posso observar as suas cores. Parece que não é mas é a mesma. Uma beleza! Segui caminho e sentei-me à sombra de uns arbustos, junto ao chafariz para ver se ela aparecia por lá para beber água, pois o dia pedia muita água.

 

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Esta observa-me, cheia de sede para ver se eu sou perigoso ou se sou realmente o Ventor, seu amigo.

 

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Depois, já cansado e fustigado pelas alergias que penso terem aparecido depois de uma exposição bem longa às acácias amarelas da Pç. Saldanha, em Lisboa, sentei-me um pouco, à sombra dos arbustos, junto do Chafariz.entre vários amigos.

 

Quando fotografava este último, cantou o cuco! Cantou uma primeira vez e eu escutei. Cantou uma segunda vez e eu escutei. Voltou a cantar terceira vez e conclui que estaria pousado por ali, bem perto à minha esquerda. Estava um casarão em ruínas e sobre um poste eléctrico, uma rola turca, um pouco mais afastado, sobre um telhado de uma casa, estava uma ave que poderia ser um pombo ou o cuco. O cântico do cuco vinha daqueles lados. Levantei-me e fui ver se o via e se o fotografava. Vi o pombo ou o cuco pelas costas a voar do telhado. Não deu para ver se era "pedrês" por baixo como os falcões peregrinos. Pelas costas podia, muito bem, ser o cuco.

 

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Imagens de cucos canoros. Foi uma coisinha como estas que cantou para mim

 

Caminhei, observei tudo em redor e um grande eucalipto mas cuco nem vê-lo. Foi à sua vida e eu fui à minha. No entanto, mais uma vez depois de ouvir o cuco, voltei a acreditar que o mundo era mais real. Mas por ali ninguém ouve cantar o cuco! Ouçam só isto: "devia ser uma rola"! "Se calhar era uma coruja"! Como se o som do cuco fosse, por ventura, semelhante!

 

 







Eu sou o neto do Tobias, o melro amigo do Quico e do Ventor. Agora sem o Quico e sem o meu avô, estarei por aqui, com os nossos amigos, ao lado do Ventor e do Pilantras


publicado por Quico, Ventor e Pilantras às 21:03