A janela do apartamento do Zuzu e da Margarida, muito bem cedido pela família Cotter aos nossos amigos falcões peneireiros, acabaria por se fechar depois da missão cumprida pelos nossos amigos.

Foi uma beleza ver o comportamento dos peneireiros nessa missão miraculosa da vida.

 

 

Uma Margarida tirada da Wikipédia, foto de Stefan Didam - Schmallenberg. Ce fichier est disponible selon les termes de la licence Creative Commons paternité – partage à l’identique 3.0 (non transposée)

 

Eu já tinha acompanhado os meus amigos peneireiros que foram criados no Estádio da Luz, desde que saíram do ninho até sumirem dos céus de Benfica, em 2009. Com os filhotes e os papás, somando partidas e regressos ao ninho lá acabei por enviar a minha máquina sobre todos os buracos do exterior do Estádio da Luz, até descobrir o seu ninho.

Foi a primeira vez que acompanhei estes amiguinhos que estive muitos anos sem ver, desde que saí de Adrão e deixei de os ver "peneirar as asas", pelas minhas Montanhas Lindas, procurando comer para eles e, provavelmente, para os seus filhotes.

 

Desta vez, tive mais sorte com a câmara livestream. Recebi uma chamada a contar-me a história e, mesmo não participando no chat, não perdi pitada das primeiras caminhadas da família Zuzu. Sei que eles andarão por aí, em vota da serra de Carnaxide, sobre os postes a observarem as suas presas e sobre o IC XIX demaisado perigoso para meninos lindos não habituados ao perigo dos caminhantes do alcatrão como, possívelmente, este fotografado pelo meu amigo Luis Perricho, num campo de França, à margem de uma estrada.

 

 

Este belo menino, francês, estava ferido ao lado de uma estrada de França. Possívelmente com filhotes para alimentar, como o Zuzu. Quem o fotografou não chegou a saber o que ele tinha porque ele dava luta e esvoaçava. Estaria ferido e desistiu de tentar ajudá-lo pois sentiu que só o prejudicaria. Se calhar levou uma panada de alguma viatura. Foto do meu amigo, Luis Perricho

 

A vida dos falcões, todos os falcões, também está ameaçada de muitas maneiras e, o alcatrão é um local de risco. Espero que os meninos do Zuzu e da Margarida aprendam a fugir dele.

Por mim, nunca esquecerei este mês de Maio, princípios de Junho, nem esquecerei a família Zuzu. Só me resta agradecer à família Cotter pela disponibilidade de nos ceder este mês de magia penuda.

 

 

A floreira que serviu de casarão aos nossos belos amigos da família Zuzu e Margarida

 

 Adeus amiguinhos. Vocês foram uma ensinadela para muitos de nós. Espero que nos voltemos a ver por aí!

 

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A minha homenagem a Ciro, o Grande, a todos que utilizaram as imagens dos facões nos seus estandarte e aos meus amiguinhos da floreira

 

 
 

Faravahar - Gold

 

Depois do que vimos durante o mês de Maio, princípios de Junho, de 2012, não me admiro nada que os falcões façam parte do imaginário dos povos, como os falcões que, com várias formas e apresentações coloridas, enfeitavam os estandartes de Cirus II o Grande, Rei da Pérsia, como este Faravahar, representante da alma humana, antes do nascimento e depois da morte, símbolo baseado na figura do falcão.

podia ser com o estandarte de Cirus II the Great que eu prestaria a minha homenagem a Ciro II e aos meus amigos da floreira da Amadora, que o Zuzu e a Margarida escolheram para darem continuidade à sua espécie e onde nos ensinaram que os animais não são completamente desprovidos de pensarem nos planos da Esfera, que integramos e em que todos participamos.

 






Eu sou o neto do Tobias, o melro amigo do Quico e do Ventor. Agora sem o Quico e sem o meu avô, estarei por aqui, com os nossos amigos, ao lado do Ventor e do Pilantras


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publicado por Quico, Ventor e Pilantras às 16:08