Eles são mesmo lindos!

É um pesadelo ver que eles podem cair, empurrando-se!

Todos os dias eles parecem oferecer grande resistência para não malharem lá em baixo.

 

Mas há três coisas que me ofereceram em imagens que eu nunca irei esquecer desses pequenotes.

 

1 - há uma sérire de imagens entre dois deles, quase inacreditáveis. Um está com um pedaço de lagartixa pendurada no bico e outro, ao lado, a olhá-lo, fixamente. Quando viu que o maninho não se entendia com a hipótese de engolir o pedaço e depois de tanto olhar, acabou por lho tirar do bico e engoliu-o ele, dizendo: "dexculpa, mano mas, eu vou ter de te ensinar". Depois de tanto esperar, achou que seria melhor intervir.

 

2 - há um que, no mometo que a Margarida despedaçava um rato e lhes ia dando aleatóriamente, foi sendo empurrado, pelos manos, lentamente, para a esquina da floreira até ficar sentado mesmo na esquininha!

Um pouco preocupado, olhou lá para baixo, por cima do ombro (digamos assim) e sentiu que era alto e não tinha rotores para a hipótese de queda. Depois de fixar bem o precipício, começou a arrastar a padiola para lugar mais seguro. Fartei-me de rir!

 

3 - Quando me apercebi que faltava um, embora não tivesse a certeza por não ser capaz de os contar, comecei a ficar preocupado. Depois de tê-los contado todos, ficava sempre na dúvida e nem queria acreditar que me faltava uma cabeça, talvez tapada pelos irmãos. Por fim olhei o chat e alguém diz que um acabara de cair às 09:41 minutos. Acabei por me convencer, a mim mesmo, que afinal faltava um. Voltei a fazer a contagem até confirmar que eram, de facto, cinco. Apareceu a Margarida com mais um rato e, no alvoroço, confirmei a contagem. Um tinha ido à vida!

 

 

Zuzu e Margarida juntaram os trapinhos e começaram a tratar de fazer uma família - Foto da Falcão-Webcam 

 

Esperei um pouco mais e, depois de terem comido a ração que a Margarida lhes deu, um deles começou a espreitar entre a parede do prédio e a floreira. Pareceu-me que ele estaria aflito e queria ver se via o irmão lá em baixo.

Metemos-nos no carro e parti para ver se podia fazer alguma coisa por ele, pois eu conhecia o local e sabia que a queda era grande para aquela bolinha de pelos e não de penas ainda.

 

Sei que não posso interferir, que isso é de conta de um determinado Serviço ou Departamento da GNR mas, a partir do momento que a GNR responde que não tem meios, como aconteceu com o apelo feito para ajudar uma (a Estrelinha), pensei e falei com os meus botões. Se chegar lá e o ver no chão a esperniar, ou coisa assim, estou-me nas tintas para a GNR e a sua falta de meios!

Aliás, a culpa não é da GNR mas sim de quem não lhes dá meios e penso que tanto sacana de legislador que há por aí a sugar o sangue à gente, devia perder a legitimidade de defender uma lei para a qual não tem meios para a fazer cumprir.

 

 

 

Um dos meus amigos do Estádio da Luz, em 2009

 

Vamos lá meus senhores! Coloquem o rabo no sítio certo e trabalhem! Acho que a Assembleia da República tem meios a mais e a GNR meios a menos. Façam pela vida! Para que queremos leis que vocês se limitam a colocar no papel?

Se não são capazes de fazer cumprir as leis que fizeram, por falta de meios, esqueçam-nas, arrumem-nas, usem o caixote de papéis que vos ofereceram para desempenharem as vossas funções.

Quanto à GNR, se não tem meios que tenha possibilidade e ombridade para dizer: "não podemos fazer nada, não temos meios! Usem os vossos meios, resolvam como puderem"!

 

Para mim, a única coisa que me resta é ter cada vez mais vergonha deste país. Como diria o outro: "fartar vilanagem"!

 

Felizmente, para já, as coisas estão a correr bem. O pequenote terá voltado a casa por mãos amigas e fiquei a saber que os meios só servem para caça à multa. Sempre é mais fácil do que tratar uns nobelinhos de "pelos-penas"







Eu sou o neto do Tobias, o melro amigo do Quico e do Ventor. Agora sem o Quico e sem o meu avô, estarei por aqui, com os nossos amigos, ao lado do Ventor e do Pilantras


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publicado por Quico, Ventor e Pilantras às 15:53