Olá, amigos!

 

 

O Tobias, um velho amigo do Ventor

 

  

Eu sou o Tobias, um amigo do Ventor.

Vocês não imaginam como o Ventor está danado com o nosso amigo NetSapinho. Só à 5ª tentativa e com um Browser diferente, conseguiu colocar aqui este meu post com as fotos que tanto trabalho lhe deu. Se o Quico fosse vivo, acredito que, desta vez, não pediria ao Ventor para continuar a caminhada ao lado do NetSapinho. Eu já estou a ajudar o Ventor a arranjar alternativas. Alguém  dá um palpite?

 

O Ventor, de vez em quando, conta-me histórias, não as histórias que contava ao Quico, mas outras histórias. Daquelas que ele contava ao Quico, ele já está quase convencido a contar-mas mas, ... ele acha que eu passo a vida a desenterrar minhocas!

 

 

 

Uma flor que tem sido velha companheira, nas caminhadas do Ventor

 

 

Uma vista de Miraflores

 

Sabem o que ele me disse?

Disse isto: «Sabes, Tobias? Eu podia contar-te as histórias que contava ao Quico, mas é diferente! O Quico morava comigo, dormia a meu lado, sonhava a meu lado, ia para o computador comigo e, escrevia no teclado. Havias de ver aquelas garras! Às vezes fazia estragos e, pensando que eu me zangava com ele, fugia! Depois, vinha pé ante-pé e dava-me marradinhas a pedir-me para lhe contar histórias. Depois morreu e eu fiquei sózinho»!

 

«E se tu morres»?

 

Fiquei danado porque eu não quero morrer e, talvez nós os dois ainda tenhamos um, dois, meias dúzia de anos, juntos, para as histórias!

 

 

 

Um cão nas peugadas das perdizes, com receio do Ventor

 


Outra flor, companheira das caminhadas do Ventor

 

Mas eu sei coisas que o Ventor não me contou! Sei porque, ele tem melros amigos dele que também são meus amigos. O Ventor esquece-se que nós, os melros, somos tal e qual como os homens. Vamos festejar e dançar, para os locais uns dos outros. Como faziam os saloios antigamente e como fazem lá nas aldeias em redor das Montanhas Lindas do Ventor, como o Quico me ensinou. Quando eu vou da Amadora para Miraflores e, vice-versa, já tenho visto o Ventor a descer ou a subir os Cabos d'Ávila. Agora, depois de uma festança de melros, em Miraflores, os meus amigos de lá, contaram-me que o Ventor andou lá, hoje, a passear.

Ele foi levar a Dona do Quico a Algés, à Cabeleireira e, já cheio de saudades, foi à procura das perdizes suas amigas. Ele é mesmo maluco e andou a caminhar duas horas, sempre a mandar vir com uma senhora, ou uma "gaja", como diriam a Camila e a Marta, se soubessem disso e que se chama, Senhora Dona "Influenza".

 

 

Uma irmã da flor anterior

 


Uma bateria isolada de jovens bétulas, dançando para o Ventor


  

Pois foi assim que os meus amigos de Miraflores me disseram:

 

- "sabes, Tobias! Hoje, mais um sombrio dia de Outono, o Ventor disse-nos que trouxe os seus olhos passear! Que os seus olhos se empoleiravam nas coisas da natureza como nas flores, nos animais (nós os melros, por exemplo), nos tons outonais, ... sei lá Tobias! ...

Depois disse-nos que veio testar aquela velha senhora que, de vez em quando, teima em não o largar - a Senhora Dona Influenza!

 

Ele diz que ela não o quer largar e, na teimosia do chega para cá, quero-te muito, ... acabam sempre à estalada!

  

Ele fez uma pequena caminhada adequada mesmo ao sistema gripal imposto pela Dona Influenza. Essa gaja deve ser uma chata, Tobias, porque o Ventor e essa tal gaja, caminharam juntos mas, sempre a discutir.

 


Mais uma vista de Miraflores

 


Belezas amarelas, perdidas no meio do verde


 

Calculas como pode ter sido, não é Tobias? Olha só o que nós apanhamos dessa tipinha:

 

«Deixa lá Ventor, eu sou tão tua amiga e tu só te tens portado muito mal comigo! Lançaste contra as minhas aliadas, a mais terrível de todas as batalhas. As alergias outonais que assinaram comigo um pacto de ajuda para a tomada do teu corpo, foram desbaratadas numa só noite. Aprendeste muito com as batalhas de Alexandre, Ventor! Tu lançaste uma batalha generalizada e, depois, vais destruindo os corpos dos teus inimigos, um a um, Ventor. Desestabilizas o inimigo e, depois, calculas quais os corpos inimigos a abater sem piedade!

 


A ponte que nos leva para a outra margem

 

 


Flores das malvas. Não vão às malvas que não vale a pena, a não ser, para chá


 

Atacaste as minhas aliadas com Zirtec, por tua vontade própria.

Colocaste-me sob contenção e, depois, usaste as forças todas contra mim e, da Farmácia, só usaste o Zirtec! Vou voltar com força, Ventor! Vai chegar um dia que não terás forças capazes de me travarem. Envolverei o teu corpo e serás meu"!

 

 

 

A Ribeira que passa, em Miraflores

 

 

A ponte, vista da outra margem

 

Depois ouvimos o Ventor a gritar com a D. Influenza:

"Vais ter de lutar muito, Influenza! Tu enrolares o meu corpo num casulo de vírus? Não estás boa da cabeça e queres que eu fique igual? Eu nunca cruzo os braços, numa luta, Influenza! Sou sempre capaz de recomeçar a luta onde a larguei e com mais força. Faz as malas Influenza, e vai-te embora"!

 

A D. Influenza, completamente tarada, disse ao ventor:

"Se pensas que vais ficar assim a rir, não contes com isso. Vou, mas volto"!

 

 


A ribeira correndo, rumo ao mar

 


Entre cá e lá, a ribeira e uma vista de Miraflores

 

E os meus amigos continuaram a informar-me como o Ventor passou aquelas duas horas, ao mesmo tempo que discutia com a D. Influenza.

 

«O Ventor, Tobias, parou o carro, tirou a máquina e pôs-se a olhar, a ver se via as nossas companheiras penudas desta zona - as perdizes. Esteve ali um pouco, sempre a discutir com essa Influenza. Observou tudo em volta e, como não viu nada, ligou o carro e escolheu outro lugar mais acima. Então, e sempre a discutir, saíu do carro, com a máquina na mão e olhou o morro um pouco mais alto e, viu as perdizes alertadas com todo aquele barulho da discussão. Duas perdizes empertigadas, de pé a observar o Ventor. Ele apontou a máquina para tirar a foto àquelas meninas bonitas e elas descolaram como mirages!

 

 


Uma olhada do Ventor à sua direita, com tons de Outono, contra Miraflores

 

Depois voltou-se para a Influenza e disse: "se voltas a discutir comigo e fazer barulho, se me voltas a espantar as perdizes, já nem voltarás a lutar comigo. Mato-te já"!

A Dona Influenza nunca mais piou, nunca mais tossiu, nunca mais mugiu, nem vassilou. Calou-se completamente!

A última frase que disse, foi: "ai, não gosto nada de te ver assim tão bravo"!

 

O Ventor ficou só! Tirava os óculos, pendurava os olhos sobre as flores e fazia click, com aquela coisa preta que ele tanto gosta. Depois, caminhava entre as flores, desceu ao jardim e caminhando, ia pendurando os olhos sobre qualquer coisa que lhe agradasse. As flores, as árvores com os seus coloridos outonais, no bico de um de nós ... Olha Tobias, foi uma maravilha, todos nós, os melros de Miraflores, caminharmos, mais uma vez, ao lado do Ventor. Vai dando uma olhada nele, por aí, Tobias»!

 

Estes meus amigos de Miraflores, pensam que eu sou o quê? Eu não faço mais nada. Passo os dias de olho no Ventor!

Ou, então, é ele que pendura o olhar em mim!

 







Eu sou o neto do Tobias, o melro amigo do Quico e do Ventor. Agora sem o Quico e sem o meu avô, estarei por aqui, com os nossos amigos, ao lado do Ventor e do Pilantras


publicado por Quico, Ventor e Pilantras às 21:15