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Amigos do Quico e do Ventor

Nós somos todos filhos do Sol, amigos do Quico e do Ventor

Amigos do Quico e do Ventor

Nós somos todos filhos do Sol, amigos do Quico e do Ventor

Os meus amigos do Lugar do Sol. Uns já foram e outros vieram. Continuam a ser cinco para receber o Ventor mas já não é o mesmo. Nem toda a gente se apercebe de quanta beleza há no olhar de um animal!


Eles perguntavam-me porque só o gato tinha direito de entrar aquela porta e eles tinham sempre que ficar nas suas casotas e eu repondia-lhe que, enquanto procurassem desmembrar o gato nunca ganhariam o direito de entrada. Mas desmembrar um gato seria o direito natural de um cão - diziam! Então esqueçam a porta e não se discute mais. Porta fechada e pronto!



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Até as hienas são amigas do Ventor


22.05.12

Os Falcões da Amadora


Ventor e Quico

Eles são mesmo lindos!

É um pesadelo ver que eles podem cair, empurrando-se!

Todos os dias eles parecem oferecer grande resistência para não malharem lá em baixo.

Mas há três coisas que me ofereceram em imagens que eu nunca irei esquecer desses pequenotes.

1 - há uma sérire de imagens entre dois deles, quase inacreditáveis. Um está com um pedaço de lagartixa pendurada no bico e outro, ao lado, a olhá-lo, fixamente. Quando viu que o maninho não se entendia com a hipótese de engolir o pedaço e depois de tanto olhar, acabou por lho tirar do bico e engoliu-o ele, dizendo: "dexculpa, mano mas, eu vou ter de te ensinar". Depois de tanto esperar, achou que seria melhor intervir.

2 - há um que, no mometo que a Margarida despedaçava um rato e lhes ia dando aleatóriamente, foi sendo empurrado, pelos manos, lentamente, para a esquina da floreira até ficar sentado mesmo na esquininha!

Um pouco preocupado, olhou lá para baixo, por cima do ombro (digamos assim) e sentiu que era alto e não tinha rotores para a hipótese de queda. Depois de fixar bem o precipício, começou a arrastar a padiola para lugar mais seguro. Fartei-me de rir!

3 - Quando me apercebi que faltava um, embora não tivesse a certeza por não ser capaz de os contar, comecei a ficar preocupado. Depois de tê-los contado todos, ficava sempre na dúvida e nem queria acreditar que me faltava uma cabeça, talvez tapada pelos irmãos. Por fim olhei o chat e alguém diz que um acabara de cair às 09:41 minutos. Acabei por me convencer, a mim mesmo, que afinal faltava um. Voltei a fazer a contagem até confirmar que eram, de facto, cinco. Apareceu a Margarida com mais um rato e, no alvoroço, confirmei a contagem. Um tinha ido à vida!

Zuzu e Margarida juntaram os trapinhos e começaram a tratar de fazer uma família - Foto da Falcão-Webcam 

Esperei um pouco mais e, depois de terem comido a ração que a Margarida lhes deu, um deles começou a espreitar entre a parede do prédio e a floreira. Pareceu-me que ele estaria aflito e queria ver se via o irmão lá em baixo.

Metemos-nos no carro e parti para ver se podia fazer alguma coisa por ele, pois eu conhecia o local e sabia que a queda era grande para aquela bolinha de pelos e não de penas ainda.

Sei que não posso interferir, que isso é de conta de um determinado Serviço ou Departamento da GNR mas, a partir do momento que a GNR responde que não tem meios, como aconteceu com o apelo feito para ajudar uma (a Estrelinha), pensei e falei com os meus botões. Se chegar lá e o ver no chão a esperniar, ou coisa assim, estou-me nas tintas para a GNR e a sua falta de meios!

Aliás, a culpa não é da GNR mas sim de quem não lhes dá meios e penso que tanto sacana de legislador que há por aí a sugar o sangue à gente, devia perder a legitimidade de defender uma lei para a qual não tem meios para a fazer cumprir.

Um dos meus amigos do Estádio da Luz, em 2009

Vamos lá meus senhores! Coloquem o rabo no sítio certo e trabalhem! Acho que a Assembleia da República tem meios a mais e a GNR meios a menos. Façam pela vida! Para que queremos leis que vocês se limitam a colocar no papel?

Se não são capazes de fazer cumprir as leis que fizeram, por falta de meios, esqueçam-nas, arrumem-nas, usem o caixote de papéis que vos ofereceram para desempenharem as vossas funções.

Quanto à GNR, se não tem meios que tenha possibilidade e ombridade para dizer: "não podemos fazer nada, não temos meios! Usem os vossos meios, resolvam como puderem"!

Para mim, a única coisa que me resta é ter cada vez mais vergonha deste país. Como diria o outro: "fartar vilanagem"!

Felizmente, para já, as coisas estão a correr bem. O pequenote terá voltado a casa por mãos amigas e fiquei a saber que os meios só servem para caça à multa. Sempre é mais fácil do que tratar uns nobelinhos de "pelos-penas"


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Garranos em Adrão; fotos que o Quico gostava de ver

18.05.12

Belezas Encantadoras ...


Ventor e Quico

... os estorninhos.

Hoje, de manhã, pelas nove horas, encontrei-me no Estádio Nacional com os meus amigos estorninhos e fiquei cerca de uma hora a observar os meus amigos mais uma vez e aproveitei para me despedir deles. Continuei a aprender, com aqueles meninos e os seus papás que o mundo tem coisas belas e maravilhosas para nos oferecer.

Se tivesse observado, com atenção, todos os dias da vida destes estorninhos, provavelmente, já estaria a falar "estornês" como eles!

 

Uma beleza entre a folhagem. Este estava esfomeado

Quando cheguei, encostei o carro perto da árvore e olhei o buraquinho do seu casarão, escuro, tal como seria antes deles. Não ouvi chilrear e senti que o silêncio já me sufocava. Não tirava os olhos do buraco, na esperança que aparecesse um biquinho aberto a pedir mais mas, o tempo passava e nada!

Falei com os meus botões e respondeu-me um pombo-torcaz esvoaçando sobre a minha cabeça: "tem calma Ventor! Ainda agora chegaste e já estás em desespero por não veres os teus amigos"?

Calculava que não os voltasse a ver. Fiquei mais um pouco a pensar como seria a sua saída do ninho. Um trambolhão de cerca de metro e meio, um planar sobre o mato, o desenvencilhar-se das ervas altas, o dar à asa pelo caminho fora, cair, levantar, ... A resposta era o silêncio! Parecia-me o silêncio de um pedaço de mundo que tinha acabado.

Tirei a máquina das mãos e coloquei-a sobre o banco do lado. Fiquei ali, silenciosamente, a ver os outros papás dos outros ninhos a levar o comer para os seus filhotes. Num instante ouvi aquele belo som de chamada utilizado pelos estorninhos, bem perto de mim mas, sem direcção. As nuvens tinham deixado de tapar o meu amigo Apolo e a árvore, por trás e sobre o carro deu-me sombra. Os estorninhos devem ser parecidos comigo. O sol espevitou-os.

Abri as duas janelas para ver de onde vinham os sons e fiquei atento à espera de outros. Outra chamada! À minha rectaguarda, do lado esquerdo, o lado do ninho, um dos papás chamava a atenção dos seus meninos. Senti-me mais animado quando, vindo da frente, também do lado esquerdo, vinha a resposta de um dos seus putos negros. Olhei a árvore, já sem interesse pelas fotos mas, interesse em saber se os meninos estariam por ali. Na árvore do ninho, uma bela e velha acácia, estavam os meninos negros, muito quietinhos e só a imprudência de um deles me fez atinar com as suas paragens entre  a folhagem verde.

 

O alimento chegou nas barbas do Ventor

Um dos papás, esvoaçou da minha direita, mais à frente, para a árvore do ninho, à minha esquerda. Um dos filhotes disse logo: "nunca mais chegavas! É o Ventor que está ali, passa-me a papa"! Ele tão grande ou maior que o seu progenitor! Assim, durante um bocado permaneci ali a ver os meus amigos e a azáfama dos papás a dar-lhes comer, àqueles calmeirões.

Os pais partiram à procura de mais, eu liguei o carro e segui em frente para voltar pela estrada de baixo, para apreciar o jogo deles um pouco mais afastado. Subi e passei pela estrada de cima e, quando passei junto deles, vi-os voar até à outra ponta, com duas paragens pelo meio. Foram pousar junto de umas rosas e só por um segundo não os fotografei com um no meio delas. Vi-os levantar voo e, de árvore em árvore, voltaram à árvore do ninho, sempre com chamamento e resposta, entre eles e os papás.

Na segunda vez que parei junto à árvore do ninho, observei que um dos três, estava com saudades de casa e estava dentro do ninho de onde saiu para se juntar aos irmãos. Segui, dei mais uma vota, a terceira e voltei a passar pela árvore do ninho.

 

Por pouco não os apanhei entre as rosas, pertinho do sítio do seu nascimento. Estes já têm uma história para contar aos seus futuros amigos. "Nascemos num mundo de rosas e tivemos um amigo a quem chamam Ventor"

Lá estavam os três novatos que estão a aprender a conhecer o mundo. Os papás em árvores opostas e, lá parti, com uma vontade enorme de os ter nas minhas mãos e desejar-lhe toda a sorte do mundo. Talvez um dia os veja nos céus de Lisboa a evoluírem pelos ares do seu contentamento a tentar alegrar as gentes tristes de um Portugal Podre.


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Garranos em Adrão; fotos que o Quico gostava de ver

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