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Amigos do Quico e do Ventor

Nós somos todos filhos do Sol, amigos do Quico e do Ventor

Amigos do Quico e do Ventor

Nós somos todos filhos do Sol, amigos do Quico e do Ventor

Os meus amigos do Lugar do Sol. Uns já foram e outros vieram. Continuam a ser cinco para receber o Ventor mas já não é o mesmo. Nem toda a gente se apercebe de quanta beleza há no olhar de um animal!


Eles perguntavam-me porque só o gato tinha direito de entrar aquela porta e eles tinham sempre que ficar nas suas casotas e eu repondia-lhe que, enquanto procurassem desmembrar o gato nunca ganhariam o direito de entrada. Mas desmembrar um gato seria o direito natural de um cão - diziam! Então esqueçam a porta e não se discute mais. Porta fechada e pronto!



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Até as hienas são amigas do Ventor


25.07.18

A Perdiz e o Ventor


Ventor e Quico

Vejam como são lindos os amigos do Quico do Ventor e do Pilantras.

 

Hoje caminhava num passeio da Amadora junto à divisória que bloqueia a entrada na Academia Militar. Quando me aproximei dos grandes espaços verdes, procurei espreitar por entre as grades a ver se via alguma ou algumas das minhas amigas perdizes que por ali andam.

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O ninho de uma perdiz, com ovos

Por dentro, junto às grades, há um caminho de terra batido e eu fui olhando e, um pouco mais além, lá estava uma perdiz sobre as areias brancas, levantada, a olhar-me. Continuei a andar de olhos na perdiz e vejo junto dela alguns perdigotos. Fui-me aproximando e a perdiz não fugia. Eu não tinha a máquina e não fiz o movimento de preparar a máquina para o tal click. Os perdigotos que contava de oito passaram para cinco mas outros terão fugido para o interior das ervas altas, onde passei a ver um ou outro. Começaram a fugir e a perdiz ficou só, olhando-me. Entre nós estava apenas uma grade de ferro.

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A perdiz que vi hoje estava como essa mas a olhar directamente para mim

Disse-lhe: "menina, estás a guardar os teus filhotes"? Ela empertigou-se muito direita, praticamente de pé, para mim, olhando-me fixamente. Continuei a falar para ela e ela não arredou pé. Ali ficou no meio do caminho, sem uma única erva para a camuflar. Para não a perturbar, continuei a andar e a falar para ela e ela deu umas passadas na minha direcção e até parecia que me queria ouvir. Os seus rapazotes, já senhores do seu nariz, aguardavam no meio das ervas, as ordens da sua mãe.

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Um perdigoto. Os filhotes dessa perdiz já eram mais espigadotes

Eu fiquei com a ideia de que ela me perguntava: "aquela coisa preta que tu me apontas, às vezes, não a tens? Não vês como os meus filhotes são bonitos? Ficavam lindos numa foto"!


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Garranos em Adrão; fotos que o Quico gostava de ver